26.12.08

O Caso Poltergeist dos Bell (Parte III)

CONCLUSÕES

Que temos que aprender de um exame do caso do Espírito dos Bell? Para contestar esta pergunta teríamos que examinar os achados experimentais e teóricos da investigação psicocinética (PK). O leitor interessado deve conferir a bibliografia ao final deste artigo. O caso da Bruxa-Espírito dos Bell não enquadra em nenhuma teoria. O Espírito demonstrou um controle absoluto da clarividência, telepatia e PK. Cada vez que vemos a exposição de grande força na produção de fenômenos físicos, perguntamo-nos de onde provem a energia necessária para produzi-los. O Espírito dos Bell deteve os cavalos do General Jackson, bateu a um homem poderoso e a vários escravos, produziu vozes diretas, fez aportes de comida e produziu o veneno para matar a John Bell. Como fez tudo isto? Em sua avaliação das teorias da PK, D.Scott Rogo concluiu:

"Penso que nunca entenderemos a PK se continuamos crendo que há só um tipo de PK comum a toda a vida biológica. Estou de acordo. Isto precisa estender-se à PK humana e a PK espiritual ou de guias. Segundo meus experimentos na Argentina e Estados Unidos, a energia ao alcance humano é limitada, enquanto espíritos têm acesso a energias sem limite. Quiçá uma das razões pelas quais a parapsicologia avança tão lentamente é que abandonou o estudo dos grandes fenômenos como a levitação, os aportes, os poltergeists, por experimentos de laboratório de tipo estatístico os quais somente repetem o que já sabemos de longo tempo. Devemos persistir. Devemos golpear as paredes de cientistas que não prestam atenção até que compreendam que um verdadeiro novo mundo está esperando ser descoberto e aberto para nossos filhos e netos, se pomos o mesmo esforço que usamos em física, biologia, ou química. A ciência só se preocupa das necessidades desta vida, deixando as preocupações de uma vida depois da morte à religião ou a metafísica. A única ciência que pode servir de ponte entre uma ciência materialista e a vida espiritual é a parapsicologia.

Quando ensinamos um curso introdutório de parapsicologia na Universidade de Minnesota, Minneápolis, provamos que é possível combinar o conhecimento e os métodos das ciências físicas com os fatos colecionados pelos parapsicólogos, historiadores de várias religiões, psicólogos, psiquiatras, e ainda físicos e matemáticos. Depois de ensinar a respeito destes notáveis fenômenos psíquicos ao mais alto nível científico e crítico por três anos, a Universidade nos negou apoio material, e nos vimos forçados a seguir outros caminhos.

Se uma máquina destinada a romper átomos em partes cada vez menores custa dez mil milhões de dólares, e se o desenvolvimento de um novo bombardeiro custa mais de setenta mil milhões de dólares, quanto deveríamos investir em projetos dirigidos a estabelecer a realidade do alma, da vida espiritual, ou dos fenômenos psíquicos? Eu diria que isto vale tudo o mais acima e ainda mais. Com os cem milhões de dólares que recentemente se pagaram por duas pinturas impressionistas, nós poderíamos fazer investigações que teriam real significado para a humanidade. Enquanto, laboratórios importantes na investigação parapsicológica, dirigidos pelos mais distintos pesquisadores que produzimos nos últimos trinta anos, estão fechando as portas por falta de fundos. Espero que todos aqueles leitores que estejam de acordo comigo alcem suas vozes, escrevam aos membros do Congresso, ao Presidente da República, às fundações, aos milionários, de maneira que podamos trabalhar nestas investigações que são realmente importantes e pertinentes para todos os seres humanos.

Carrington e Fodor (1953), Owen (1964), e Rogo (1979, 1980) assinalaram que Betsy Bell poderia ser a causa do poltergeist dos Bell. A razão para castigar e matar a John Bell seria abuso sexual. Uma vingança continuada por tanto tempo é única. Se a intenção era matar a seu pai, Betsy poderia tê-lo fato muito mais rápido e sem a complicação de muitas testemunhas. A fraude é sempre uma possibilidade, mas isto teria requerido a colaboração de muitos cúmplices. Duvido que Betsy Bell tivesse pedido aos escravos que castigassem a si mesmos, e que o homem forte pretendesse que o Espírito o castigasse, e arrumar a pistola para que não disparasse, que o cocheiro do General Jackson fizesse deter aos cavalos apesar dos gritos e chicotadas, etc.

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